quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ícones dos Quadrinhos

Alô, vocês!

Não, não larguei o blog, nem desisti dele. O que tá acontecendo é que eu resolvi reler um livro meio grandinho enquanto fico sem tempo por conta de váááários compromissos e coisas pra estudar. Mas já já acabo o livro e venho aqui comentar (é releitura, mas ele nunca apareceu aqui)!

Enquanto isso, resolvi vir fazer um pequeno textinho sobre um livro muito bacana que recebi ontem: Ícones dos Quadrinhos, organizado pelo Ivan Costa. O livro foi feito através de um projeto de Crowdfunding, onde inúmeros leitores e fãs contribuíram com quantias variadas para que ele fosse publicado. Ficou pronto, e agora todos que contribuíram estão recebendo seus exemplares (eu inclusa \o/). O conteúdo? Releituras de diversos personagens icônicos, feitas por um monte de gente boa da área, desenhistas excelentes tanto do Brasil quanto de fora (eu não sabia, e me surpreendi com o Yellow Kid do Bill Sienkiewicz).

Recebi ontem, e desde ontem não paro de “folhear”, de ficar olhando as imagens e lendo os textos.  Em vários deles dá pra ver nitidamente a importância que o personagem teve na vida do desenhista. E foi aí que eu me dei conta: pra mim também.

Os quadrinhos foram meus contos de fadas, essa é a verdade. Vou confessar pra vocês: eu sou fã da Disney hoje em dia, sei as musiquinhas de muitos filmes, mas não posso dizer que tinha princesas preferidas na infância. Eu simplesmente não conseguia me identificar com ninguém (não, nem com a Ariel. Aliás, muito menos com a Ariel hahaha) 

Fui elaborando esse pensamento com o livro em mãos, e acabei lembrando de um outro livro que li (e foi comentado aqui), que falava o quanto cada conto de fadas ajudava as crianças a lidar com suas questões internas. Claro que muitos devem ter me ajudado, mas sinceramente? Não consigo me lembrar de nenhum deles ser tão importante na minha vida quanto X-Men, por exemplo. Ou Turma da Mônica. Quando a minha orientadora na faculdade de Letras me apresentou a Intermidialidade, uma das coisas que eu mais achei legal era que, com ela, dava pra fazer muita gente levar os quadrinhos a sério.

Eu nunca me identifiquei com a Ariel (que as pessoas relacionam a mim toda hora, por causa do meu cabelo gigante e vermelho hahah), mas eu venerava a Jean Grey. No livro, ela foi desenhada pelo Vítor Cafaggi (do outro livro quecomentei aqui), que disse que ela era a garotinha ruiva de todo garoto. Quando eu li isso, me dei conta de que quando eu era mais nova, o que eu queria era ser a garotinha ruiva. Eu poderia ser a Mary Jane, mas não rolou, ela era muito bonitona popular. Mais fácil eu me identificar com o Peter Parker (alou, turma dos losers o/). Eu preferia a Jean, que era ridiculamente frágil (o bastante pra irritar muitos fãs de X-Men), mas que tinha uma força contida bem destrutiva e agressiva (oi!).

Mas eu também já fui a Magali. E a Tina. E a Mônica, mesmo eu sendo magrela. Já fui uma Guerreira Mágica de Rayearth, já fui Sailor Moon, já fui Mulher Gavião e até Hera Venenosa (apesar de até hoje eu ter uma certa birrinha com a maioria dos personagens da DC – não me perguntem, é inconsciente, vem desde criança! Hahaha). Já fui Psylocke, e já fui o Calvin. Há alguns anos, resolvi que tenho muita coisa pra aprender com a Morte, a personagem mais otimista, simpática e tranquila que eu já vi na história dos quadrinhos.

Já vi um monte de gente fazer pouco caso dos quadrinhos, falar que é coisa de criança, falar que é bobo, que é perda de tempo. Vocês não fazem ideia, galera. É coisa de criança? Pode ser. Mas crianças podem ser muito mais inteligentes e espertas que os adultos, viu?


Pois é isso, meus contos de fadas foram os quadrinhos (pelo menos até eu descobrir a existência do Tolkien, mas aí é outra história). E aposto que o de milhões de pessoas mundo afora também!

Um comentário:

  1. Pois é, Redd, os meus contos de fada também foram os quadrinhos. Aprendi a ler com a Mônica, depois vieram os animes e mangás, depois os comics, as bandas desenhadas... sempre li muito mais quadrinhos que qualquer outra coisa. E acho que me fizeram muito bem. São histórias muito diversificadas e ricas, acho que expandem a mente de qualquer um que entra em contato com eles. Espero mesmo que as próximas gerações leiam mais e mais quadrinhos.

    ResponderExcluir