sábado, 30 de novembro de 2013

Folheteen - Tiras pra todo lado


Eu vou começar o post confessando: não comprei esse livro porque fui intensamente atraída pela capa, pela personagem ou pelo tema. Isso aí eu tive pelo livro da Alemanha, do mesmo autor, que vai ficar pra outro post. 

Eu comprei o Folheteen porque fui habilmente convencida. Por uma tira. A primeira do livro.

Foi assim: eu fui ao FIQ no domingo, levando meu belo exemplar de Ícones dos Quadrinhos para ser autografado, mas não cheguei a tempo de pegar senha pra primeira sessão. Fiquei na fila pra segunda, consegui um monte de autógrafos (incluindo um aquarelado fantástico do Lelis) e acabei tendo que circular o evento todo até as 20h atrás dos autógrafos que faltavam e que eu fazia questão. Minhas exigências: o Sandman, a Morte e a Fênix, meus três personagens favoritos. Consegui a Fênix, mas não consegui a Morte (irônico, não? hehehe). Hora do Sandman. 

Estava presa no estande da Pandemônio há muitas horas, fazendo várias compras (e pedindo uns cinco autógrafos pra Chris Peter) quando uma amiga minha me mostra o José Aguiar, aquele que autografaria meu Sandman, lá na porta. Pedi o autógrafo e recebi como resposta o seguinte: "claro, mas só se você conhecer meus outros livros!"

Eu conheci, eu não resisti, eu comprei hahahaha (com direito a autógrafos desenhados muito legais uhuu)

Folheteen - tiras pra todo lado não é algo que eu compraria espontaneamente. Porque? Porque eu não curto adolescentes, porque eu não me dava muito bem com a minha própria adolescência e porque eu sou muito feliz por ter deixado ela uns bons anos pra trás. 

Mas vou dizer pra vocês: como é fácil se identificar por essas tiras, viu? Até porque a própria Malu (protagonista) não se sente muito confortável sendo adolescente. As tiras são exatamente sobre todos aqueles dramas que enchiam a nossa paciência, ou que nos deixavam perdidos (só pra constar, o irmão da Malu também protagoniza algumas tiras, então acho que o livro serve para 'meninos' e 'meninas'!). Eu lendo as tiras agora, já "crescidinha" foi uma espécie de volta. Não só de nostalgia, mas também uma forma de encarar coisas que eu fingia não ver na época, porque me incomodavam. E ver que tudo passou, que eu superei. Que é clichê, mas melhora sim com o tempo (se a gente deixar). Que é uma fase complicada, mas também é uma fase promissora. E que adolescente pode ser um "bicho" irritante, mas também são pessoas com um potencial absurdo pra coisas fantásticas. 

Valeu por me convencer a levar o livro e por me mostrar isso, José Aguiar!

Nome: Folheteen - Tiras pra todo lado
Autor: José Aguiar
Editora: Quadrinhofilia

Valente por Opção


Sabe todas aquelas vezes em que a gente se pergunta porque a vida não se parece com aqueles filmes onde a história dos protagonistas é fantástica, emocionante, de tirar o fôlego? Pois é. A vida é. Só que a gente nunca vê, seja porque estamos lamentando alguma coisa mais do que deveria, seja porque o ônibus já vai embora sem a gente, seja porque estamos preocupados demais em evitar a carne moída do pastel.

E é tudo ao mesmo tempo, sabe? E nem sempre a gente consegue organizar e ordenar os pensamentos, os acontecimentos, as opiniões e as ilusões. Fica tudo misturado. E não podemos parar de fazer escolhas. E aí não vemos o quanto a vida é legal com a gente.

E é pra isso que o Valente tá aí, pra esfregar isso na nossa cara. Hahahaha

Antes dá vontade de gritar “Valente, olha pro lado! Presta atenção!”, mas aí a gente acaba se reconhecendo em algum quadrinho...

Valente por opção é o terceiro livro do Valente, personagem do Vitor Cafaggi (de quem eu virei fã porque não tem nada que eu leia dele – e da irmãzinha que humilha em relacionamentos amorosos – que eu não ache lindo!), agora publicado pela Panini. Ao mesmo tempo que a gente conclui que algumas coisas podem ser autobiográficas, percebemos que outras são aplicáveis à vida de qualquer pessoa. A vida é assim: quando você está lá se lamentando, pode ser que seu melhor amigo também esteja, pelo mesmo motivo.  E nunca se esqueça: Rocky Balboa é o exemplo, cara. 

Valente é bonitinho, é divertido, é uma lição de vida!


Valente é Valente! Por opção!

P.S.: Sério que eu li 94 páginas assim tão rápido? :P

Nome: Valente por opção
Autor: Vitor Cafaggi
Editora: Panini Comics
Nota no Skoob: 5/5

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Menina Iluminada


Mais uma leitura do FIQ: comprei Menina Iluminada no estande da Comix (junto com o Instruções), cinco minutos depois de chegar ao evento. É assim mesmo, a gente chega, vê um estande com um monte de coisas lindas e desejáveis e sedutoras... E não resiste. Também, a gente não quer resistir. :)

O livro foi escrito para Tori Amos, cantora e amiga de Neil Gaiman, quando ela estava grávida de uma menina. O texto é uma prece, onde o autor deseja um monte de coisas mágicas e lindas para a menina.

O que chama a atenção são duas coisas:
1      1. O que ele deseja: o que toda menina quer, mas que nem sempre a gente lembra disso (seja ao querer, seja ao desejar a alguém);
2    2. Se dirige a QUALQUER menina, de qualquer idade.

Acabei de ler o livro com vontade de comprar mais um tanto de cópias e presentear várias amigas/conhecidas/familiares mulheres. Senti que muitas precisam ler, outras não tanto, mas tirariam um monte de coisas boas da leitura. É um resgate aos sonhos, à pureza, ao que  está lá dentro, muitas vezes enterrado pela vida cotidiana. Tudo isso muito ressaltado pelas ilustrações de Charles Vess, bem no estilo dos livros vitorianos infantis, mas ainda com algo próprio e atual.


É um livro mágico, viu?

Nome: Menina Iluminada (Blueberry Girl)
Autor: Neil Gaiman
Ilustrações: Charles Vess
Páginas: 32
Editora: Rocco Pequenos Leitores
Nota no Skoob: 5/5

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Totalmente Subjetivo

A capa do meu é diferente, mas só achei essa online...

Mulheres. Cores. Dias. Tudo muito subjetivo.

Esse é um livro bem curtinho, com 10 páginas onde as cores circulam o texto e mandam no que a gente vê. Sim, o tema do livro são as cores, cuja interpretação cada um tem a sua, dependendo da história de vida, tendências, mundos particulares. Uma única cor pode significar coisas bem diferentes pra pessoas distintas. Assim, já na primeira página a autora avisa: isso não é um guia ou uma lista com regras, mas um convite a pensar no que cada uma das cores significa pra quem lê.

Um tempo atrás, vi no Catarse (ele de novo) o projeto da Chris Peter para um livro sobre o uso das cores. Só não contribuí porque estava apertada na época, além de não ser muito da área. Eu teria um livro bonito, mas talvez sem uso. Aí comprei este, Totalmente Subjetivo, e comecei a pensar se não me enganei feio... Ainda que seja curto, a sugestão do que cada cor pode significar me deu muita vontade de me aprofundar mais nisso.

Aprofundar. Ir mais fundo.


Não sei vocês, mas essa ideia de ‘profundo’ me soa extremamente feminina. Me faz pensar em coisas implícitas, sugeridas, intensas, fortes, mas nem sempre óbvias. Sutis. Como tudo que é feminino. Não à toa, cada cor no livro corresponde à imagem de uma mulher e um texto com suas impressões, que dá impressão de estarmos em contato com sensações e sentimentos muito profundos delas. Branca, Rosa, Verde e Amarela. Ás vezes recolhidas ou temerosas, as vezes bem vivas e enérgicas. Cada uma com sua devida porcentagem de cores básicas (porque a maioria das cores é uma mistura de várias outras, né? O que me faz pensar em tons e nuances – exatamente como as pessoas)

Nome: Totalmente Subjetivo
Autora: Chris Peter
Marsupial Editora

domingo, 24 de novembro de 2013

Ana e o Sapo

Conheci Ana e o Sapo no Catarse, há pouquíssimo tempo, quando vasculhava os projetos do site em busca de coisas legais. Achei a página do projeto, curti o desenho (cara, quer chamar minha atenção? Coloque uma personagem de cabelo vermelho. Hahaha), curti o sapo, curti a ideia e apoiei. Aí a AnaLu, a criadora, dona do cabelo mais vermelho que eu já vi na vida, deu a opção de quem fosse ao FIQ desse ano poder pegar o livro lá de uma vez, ao invés de esperar o processo do site acabar. E, sortuda como sou por morar na cidade da Feira mais legal do mundo, fui lá e peguei (com autógrafo e sapinho uhuu)!

E curti!

Sabe todas aquelas vezes em que alguma acontece e as pessoas acham que você está quieta e sem reagir, mas na verdade você está com a sua cabeça a mil, com um monte de pensamentos em polvorosa? Ou quando para pra pensar na vida, precisa comentar com alguém, mas o alguém que merece ouvir só existe na sua cabeça?

Pois bem, me identifiquei com vários dos “quadrinhos de um quadro só” de Ana e o Sapo. Acho que todos nós temos nosso próprio sapo, ainda que as vezes ele tenha cara de gente, de objeto ou de outro animal (vai da sua cabeça, né?) As vezes o sapo aparece quando precisamos processar informação. As vezes, quando estamos sozinhos, e aí ele vem pra fazer companhia. Outras, pra inspirar. E por aí vai. Ele é bem companheiro...

E, através das conversas com seu Sapo, Ana vai mostrando seus pensamentos, conflitos, questionamentos, dúvidas... todas elas bem pessoais, mas fáceis de provocar identificação.


E o que eu mais gostei é que “verde com vermelho dá rosa”! :)

Nome: Ana e o Sapo - Quadrinhos de um Quadro Só
Autora: AnaLu Medeiros

sábado, 23 de novembro de 2013

Duo.tone


Imaginação é uma coisa linda, gente. Não sei nem mais o que dizer.

Sei que tive um momento de identificação instantânea com esse livro, principalmente com a primeira parte. Dá vontade de chorar em algumas partes? Dá. É bonitinho? É. Aliás, é lindo.

Gente, o Senhor Lobo... :S

Duo.tone funciona como um lembrete de como víamos o mundo quando éramos crianças. Coisas corriqueiras para adultos podiam ser imensamente importantes, ou mesmo sofridas, e vice-versa. É uma simples questão de ponto de vista.

Só não digo “que saudades do meu ponto de vista de criança” porque eu acho que nunca o abandonei de verdade, só ganhei outros que me distraem com frequência. (me julguem hahaha)


P.S.: Sim, to achando meu comentário dessa vez bem bobo e sem graça. Desculpem, mas acho que dessa vez eu to “processando” a leitura mais internamente. Vai ver é o fim do ano. :P
P.S.²: Não sei se deu pra perceber, mas comecei a ler os livros que comprei no FIQ, então vai ter uma leva de quadrinhos por aqui agora... hehehehe

Nome: Duo.tone
Autor: Vitor Cafaggi
Páginas: 40
Nota no Skoob: 5/5

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Instruções

Todo mundo deveria ler Instruções.

Todo mundo tem uma criança lá no fundo, esperando por atenção. Alguns escondem mais que outros, mas todo mundo tem. E quando fingimos que não a vemos, aí os problemas surgem. Porque não se pode deixar uma criança sozinha, abandonada.

Crianças querem aventuras. Querem ação. Querem desafios pra ser ultrapassados, pra que elas possam provar que são grandinhas e sabem muito bem cuidar de si mesmas. E quer saber? Elas conseguem sim. Elas são tão espertas e sábias que conseguem sair vitoriosas e mais fortes só com a ajuda de algumas dicas (afinal, elas não conhecem tudo ainda, né).

E é por isso que basta apenas um manual de instruções. Você não precisa dizer exatamente o que acontece, como acontece, quais as consequências e tal. Você só precisa dar um toque sobre qual porta leva a qual lugar, quem é mais confiável e por aí vai. O resto as crianças fazem sozinhas.

Esse livro é exatamente isso, um manual de instruções pra uma grande aventura. Sem detalhes, sem narrações, sem consequências. Só um pequeno guia pra que cada criança consiga se aventurar naquele outro país mágico, onde as regras são bem diferentes das do nosso mundo. Um pequeno guia pra você saber se vai se afogar ao nadar com o peixe de prata (não vai, não se preocupe) ou qual das irmãs da torre não é confiável.

O protagonista? A criança que está lendo. É, você mesmo, escondidinho aí no fundo...

Nota: quanto tempo dura a aventura depende de cada um. Pode ser que você não queira seguir alguma instrução, e aí vai ter que encontrar atalhos...


Nome: Instruções
Autores: Neil Gaiman e Charles Vess (ilus.)
Editora: Rocco
Páginas: 40
Nota no Skoob: 5/5

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Noites Negras de Natal e outras histórias


Vamos lá: terror definitivamente NÃO é a minha praia. Mesmo. Me chamem de ‘franga’, de medrosa, de sei lá mais o que, mas não dou muito certo com esse estilo de histórias (sou ansiosa e não gosto de piorar isso com literatura e filmes, que supostamente deveriam melhorar meu humor hahaha). Mas resolvi dar uma chance para o livro porque gosto de conhecer autores nacionais, principalmente os não tão famosões, e dar apoio (o ebook custou míseros R$2,27 na Livraria Cultura, mas gosto de pensar que ajudei em algo com a compra hahahaha). Sei lá, é sempre bom dar uma chance pra autores que a gente não conhece, ver se vai ficar legal, né? O livro foi escrito, revisado e diagramado pelas autoras, há que se reconhecer o trabalho!

Bom, não tem nenhum conto chamado “Noites Negras de Natal”, o que me fez estranhar o “e outras histórias do título”, mas achei isso o de menos. O livro tem quatro contos de “terror natalino”: “O Último Panetone de Natal”, “Lembranças Vermelhas, “Setor B12” e “A Morte do Cisne”, intercalando as autoras. O 1º e o 3º são da Karen Alvares,  enquanto o 2º e o 4º são da Melissa de Sá.

Comentando um por um, com o meu pé atrás (porque são de terror hahah):

O Último Panetone de Natal 
Não sei se curti muito, mas algo me diz que o que eu não gostei foi meio proposital. O conto começou como uma cena dramática de uma novela ou seriado: um casal na estrada, com o humor um pouco ruim, influenciado pelo aniversário de morte dos pais da ‘mocinha’. Pra mim isso tava bem normal, não antecipando nada muito aterrorizante. Perto do final, a coisa começa a mudar de figura de uma maneira que pra mim foi um pouco repentina e pareceu desconexa com o início da história. Depois fiquei com a sensação de algo no estilo Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, com cenas meio trash. Outra coisa um pouco confusa pra mim foi a linguagem: uma hora tava com o vocabulário “normal”, noutra tinha palavras, digamos, “de baixo calão”, refletindo o pensamento do ‘mocinho’. Entendi a intenção, mas acho que isso podia ser mais fluido... Enfim, foi o conto trash do livro (até pelo nome)

Lembranças Vermelhas
Pra mim foi o melhor conto do livro. Começa com uma situação aparentemente corriqueira, mas ainda assim incômoda, graças aos personagens com problemas de relacionamento, onde algo parece fora do lugar. Aos poucos, as coisas vão acontecendo como num filme de terror clássico: um vulto aqui, um barulho estranho ali, e vamos ficando tensos, não por conta do que está acontecendo, mas por estarmos muito conectados com o protagonista e a forma como ele reage às coisas. Acho que o que eu gostei no conto é que ele é mais o estilo que eu costumo “tolerar” mais: o terror psicológico, com suspense, ao invés daquele horror escancarado. E não quero saber de renas no Natal, fim.

Setor B-12
Este conto também segue um pouco da linha suspense, mas com toques de horror, onde operários sofrem acidentes muito tensos em uma obra (o tal setor B-12). O mistério fica por conta do que está causando esses acidentes. E não esperem uma explicação racional. Algumas coisas não são pra ser entendidas...

A Morte do Cisne
Nossa, que coisa triste! Quando li a resenha do livro, confesso que foi esse conto que me convenceu a lê-lo. Fala dos momentos finais de Odette, protagonista de O Lago dos Cisnes (aquele balé famoso – e lindo – do Tchaikovsky). São cenas bastante tensas, com coisas como beber o sangue de uma outra “vítima” do vilão, mas é o desespero e o estado psicológico da protagonista que contam. Desespero tão grande que a leva ao desfecho da história (que já conhecemos, né?)


Em resumo, tirando o primeiro conto, que estrapolou o MEU limite, gostei das histórias. Os acontecimentos foram bem entrelaçados, bem construídos e me fizeram esperar um clímax, alguma resolução, continuando presa até o final da história (que, como a maioria das histórias de terror, não tem final feliz, obviamente).  

A 5a Onda


Primeiro comentário que me vem à mente para falar de A 5ª Onda: eu não sei se gostei ou desgostei. Tem algo de muito bom e algo de muito ruim nesse livro, e acho que até agora não consegui ter certeza do que é.

O livro fala sobre uma invasão alienígena, mas uma de “verdade”, não aquelas hollywoodianas onde a nave mãe passa por Los Angeles e é derrotada no final por um mocinho corajoso e impetuoso. Cassie, a protagonista, repete o tempo todo na história que “nós entendemos tudo errado”. Não há tempo pra isso. Quando os alienígenas chegarem, nós nem perceberemos.

E, de fato, o início do livro dá essa sensação de não saber o que está acontecendo. Cassie se encontra sozinha na floresta, e seu objetivo é apenas a sobrevivência. Qualquer pessoa pode ser um dos “Outros” (como ela se refere aos aliens) tentando se passar por humano, então não se pode confiar em ninguém. Confiar = morrer. E por estar sozinha, Cassie – e nós, leitores – não sabe muito bem o que fazer, pra onde ir, o que vai acontecer. Não sabe nem se ainda existem outros seres humanos vivos no planeta.

A invasão alienígena que matou sete bilhões de pessoas na história foi feita em 4 ataques, chamados de “ondas”, que vão de um pulso eletromagnético, que deixa a humanidade sem energia, até um vírus que extermina bilhões. Durante a história, nos encontramos a espera do 5º ataque, que ninguém sabe como será – ou se realmente acontecerá.

Achei a história bem desenvolvida, com acontecimentos bem entrelaçados. Mas achei que poderiam ter sido trabalhados de alguma forma mais interessante, não tenho certeza. A história começa focando no futuro da humanidade, mas em vários pontos passa a focar em personagens específicos, e é aí que eu fiquei incomodada. Até entendi a intenção do autor em usar crianças, e ele deu uma bela explicação para isso: crianças são o futuro. Mas não precisava fazer a coisa virar quase um Crepúsculo no meio da história, pra depois deixar de ser, depois voltar, e não se resolver muito bem.

Além disso, se a história começa discutindo o futuro da humanidade, ela termina “resolvendo” a questão da protagonista. Fica algo no ar. Até nem acho que isso seja um problema em si (uma invasão alienígena não se resolve simplesmente destruindo a nave mãe e fim, né?). Mas fiquei com a sensação de que o livro mudou de assunto ou algo assim...  até o ponto em que comecei a pensar se o autor não está planejando uma sequência. Vai saber! No final das contas, acabou sendo um livro muito bem estruturado e escrito, mas com uma "pegada" muito hollywoodiana. Bem o que a protagonista criticava...

Nome: The 5th Wave
Autor: Rick Yancey
Nota no Skoob: 2/5