segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Noites Negras de Natal e outras histórias


Vamos lá: terror definitivamente NÃO é a minha praia. Mesmo. Me chamem de ‘franga’, de medrosa, de sei lá mais o que, mas não dou muito certo com esse estilo de histórias (sou ansiosa e não gosto de piorar isso com literatura e filmes, que supostamente deveriam melhorar meu humor hahaha). Mas resolvi dar uma chance para o livro porque gosto de conhecer autores nacionais, principalmente os não tão famosões, e dar apoio (o ebook custou míseros R$2,27 na Livraria Cultura, mas gosto de pensar que ajudei em algo com a compra hahahaha). Sei lá, é sempre bom dar uma chance pra autores que a gente não conhece, ver se vai ficar legal, né? O livro foi escrito, revisado e diagramado pelas autoras, há que se reconhecer o trabalho!

Bom, não tem nenhum conto chamado “Noites Negras de Natal”, o que me fez estranhar o “e outras histórias do título”, mas achei isso o de menos. O livro tem quatro contos de “terror natalino”: “O Último Panetone de Natal”, “Lembranças Vermelhas, “Setor B12” e “A Morte do Cisne”, intercalando as autoras. O 1º e o 3º são da Karen Alvares,  enquanto o 2º e o 4º são da Melissa de Sá.

Comentando um por um, com o meu pé atrás (porque são de terror hahah):

O Último Panetone de Natal 
Não sei se curti muito, mas algo me diz que o que eu não gostei foi meio proposital. O conto começou como uma cena dramática de uma novela ou seriado: um casal na estrada, com o humor um pouco ruim, influenciado pelo aniversário de morte dos pais da ‘mocinha’. Pra mim isso tava bem normal, não antecipando nada muito aterrorizante. Perto do final, a coisa começa a mudar de figura de uma maneira que pra mim foi um pouco repentina e pareceu desconexa com o início da história. Depois fiquei com a sensação de algo no estilo Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, com cenas meio trash. Outra coisa um pouco confusa pra mim foi a linguagem: uma hora tava com o vocabulário “normal”, noutra tinha palavras, digamos, “de baixo calão”, refletindo o pensamento do ‘mocinho’. Entendi a intenção, mas acho que isso podia ser mais fluido... Enfim, foi o conto trash do livro (até pelo nome)

Lembranças Vermelhas
Pra mim foi o melhor conto do livro. Começa com uma situação aparentemente corriqueira, mas ainda assim incômoda, graças aos personagens com problemas de relacionamento, onde algo parece fora do lugar. Aos poucos, as coisas vão acontecendo como num filme de terror clássico: um vulto aqui, um barulho estranho ali, e vamos ficando tensos, não por conta do que está acontecendo, mas por estarmos muito conectados com o protagonista e a forma como ele reage às coisas. Acho que o que eu gostei no conto é que ele é mais o estilo que eu costumo “tolerar” mais: o terror psicológico, com suspense, ao invés daquele horror escancarado. E não quero saber de renas no Natal, fim.

Setor B-12
Este conto também segue um pouco da linha suspense, mas com toques de horror, onde operários sofrem acidentes muito tensos em uma obra (o tal setor B-12). O mistério fica por conta do que está causando esses acidentes. E não esperem uma explicação racional. Algumas coisas não são pra ser entendidas...

A Morte do Cisne
Nossa, que coisa triste! Quando li a resenha do livro, confesso que foi esse conto que me convenceu a lê-lo. Fala dos momentos finais de Odette, protagonista de O Lago dos Cisnes (aquele balé famoso – e lindo – do Tchaikovsky). São cenas bastante tensas, com coisas como beber o sangue de uma outra “vítima” do vilão, mas é o desespero e o estado psicológico da protagonista que contam. Desespero tão grande que a leva ao desfecho da história (que já conhecemos, né?)


Em resumo, tirando o primeiro conto, que estrapolou o MEU limite, gostei das histórias. Os acontecimentos foram bem entrelaçados, bem construídos e me fizeram esperar um clímax, alguma resolução, continuando presa até o final da história (que, como a maioria das histórias de terror, não tem final feliz, obviamente).  

4 comentários:

  1. Aaaaaaahhh acabei de achar sua resenha, adorei! :)
    Primeiro, obrigada por comprar o livro, lê-lo e resenhá-lo, enfim, a gente ganha pouquinho mesmo ($), mas pode crer que ajuda sim, nesse momento o que importa é ser lido e toda vez que eu ou a Mel encontramos uma resenha ou conversamos com alguém que leu é muito gratificante. ;) Ainda mais alguém assim que nem gosta de terror e se aventurou em um livro assim! Obrigada! :)
    E sim, eu escrevo uns contos trashs às vezes... tenho contos mais "normais", acredite! É que às vezes eu viajo na maionese mesmo, e terror às vezes tem dessas liberdades. :)
    Mas não acho que a personagem fosse uma "mocinha" não! rs =D
    E concordo contigo: nada de renas para mim nesse Natal ou em qualquer outro. Tenho pesadelos com o conto da Mel. O_o
    Enfim, obrigada pela resenha! ;) Tem mais livros meus lá na Amazon a preços ridículos assim se quiser dar uma chance. E tem até um que não é de terror. :)
    E a Mel lançou um conto em uma antologia chamada Excalibur, de contos arthurianos, tá bem legal.
    Chega de jabá, falei demais, obrigada pela resenha! :)
    Beijos!!!

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    1. Olá! Não tem por onde! :)
      Eu comprei o Excalibur, tá na fila de leituras hehehehe Vou ver os livros da Amazon tb! Obrigada pelo comentário!

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    2. Excalibur é ótimo, acho que você vai curtir. Só tem um ou dois contos que não são legais, o resto é tudo de bom pra cima.
      Espero que curta os outros livros da Amazon. Todos tão bem baratinhos também. ;)
      Obrigada você pela resenha. =)))

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  2. Redd, muito obrigada por essa resenha! Sua opinião foi muito importante, porque sei que você é fã de coisas muito boas. :) Obrigada pelo texto cuidadoso e pela consideração com nosso livro. Ah, e eu também sou super medrosa com terror, nem sei porque eu me meto nessas coisas. hahahaha

    Sério que foi "A Morte do Cisne" que te fez querer ler o livro? *_______* Espero que tenha satisfeito as suas expectativas.

    E você vai ler Excalibur???? Eeeeeeeeeeeh! Tem coisa muito boa nesse livro sim, apesar de um outro deslize como a Karen falou.

    E não se esqueça: fique longe das renas, por mais que elas pareçam fofinhas em árvores de Natal!

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