quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Filmes de férias - parte 2

Hoje é dia de Lea Seydoux, e juro que não foi de propósito! :P Acabei escolhendo os filmes pra assistir só por serem franceses (e já estarem na lista de 'to dos' há algum tempo) e acabou que ela tava lá!



Azul é a cor mais quente (La vie d'Adèle)

Resolvi assistir esse filme há algum tempo, depois de ler em algum lugar que era muito legal o tratamento de cores, indo do azul para o vermelho e por aí vai. Até entendi e dei um "crédito" pra tradução do título, que não tem nada a ver com o original. Também resolvi recentemente (leia-se: percebi pelas circunstâncias que preciso pra vida profissional) que preciso aprender francês, e isso acabou sendo mais um incentivo. Só que...

Sério, só não digo "se você não percebeu as cores, vê de novo pra reparar" porque achei o filme ENOOOOOOORME e cansativo hahahaha Chegou na metade e eu tava querendo pular partes pra ver se acabava logo. É, não tenho muita paciência pra filmes muito parados sobre o cotidiano, onde uma cena de jantar dura 5 minutos, com diálogos corriqueiros e por aí vai.

Até as senas de sexo ficam entediantes (ok, tem o recurso de deixar a única cena hetero menos longa, pra mostrar como a personagem encarou e tal). E achei a Adèle chata :S. Só vale pela Léa Seydoux (que não é a Adèle, é a Emma), que me surpreendeu não fazendo cara de boneca sem expressão que nem na Bela e a Fera (outro que eu assisti com ela, na vibe filme francês). Desculpa se você gostou do filme, mas não me atraiu muito não, viu?

Me abstenho de comentar qualquer coisa sobre a polêmica que o filme gerou com relação à homossexualidade. Estamos em 2015, gente, get over it.





A Bela e a Fera (La belle et la bête)

Também assisti esse filme pensando em "oba, vamos ver um filme em francês e ver se entendo algumas palavras soltas". Mas claro, também influenciada pelo fato de A Bela e a Fera ser um dos meus filmes favoritos da Disney, eu ter ido ver o musical, saber músicas de cor, etc etc etc por aí vai (hoje em dia divide o posto com Frozen - me julguem²). Também li recentemente a versão mais tradicional e famosa do conto (próximo post sobre livros comento!), que é bem diferente da Disney, e quis ver como o filme francês ia lidar com isso. Curti bastante, evitaram os clichês hollywoodianos e não subestimaram a inteligência do público tendo que explicar tudo. Colocaram alguns elementos pra agradar o público da Disney (bichitos!), forjaram mais ou menos uma versão mais leve do Gaston (gente, o Gaston não existe no conto original, viu?) e mais umas coisinhas não muito importantes.

O filme é legal. Mas não me convenceu. Simplesmente não comprei os protagonistas como um casal, e peguei birra de terem escalado o Vincent Cassel pra ser a Fera, porque não deu. Não deu, gente. Ele é canastrão demais até pra ser a Fera hahahaha A Bela tava super bela, mas tava meio apática também. Não fosse o figurino deslumbrante deles, teriam sido apagados completamente pela trama dos irmãos da Bela. :S


MAS TEM CENÁRIOS E VESTIDOS ARRASADORES e é isso que importa. :P

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Filmes de férias - parte 1!

Como é férias, ando vendo muitos e muitos filmes. Pra não fazer posts gigantes, resolvi dividir em vários e falar aos poucos dos que chamam minha atenção, ok? (porque além deles eu to revendo vááááários filmes do 007 - ATORON, me julguem -, porque compramos aqui em casa, além de algumas Telas Quentes, Sessões da Tarde e por aí vai) O esquema é: poster, comentários curtinhos e link pra ficha de cada filme no site IMDB nos títulos de cada um, ok? Títulos em português com o original em parênteses!



Questão de Tempo (About Time) e Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler's Wife)

Vou falar dos dois juntos porque eles têm uma semelhança ENORME: Rachel McAdams casada com o cara que viaja no tempo. A diferença entre os dois é a forma como o assunto é tratado. Em outras palavras: Questão de tempo é inglês, The Time Traveler's Wife é americano (me recuso a chamar o filme por esse nome em português ridículo hahaha). O filme americano parece um romance água-com-açúcar tipo livro do Nicholas Sparks, com direito a cena de correr pros braços do amado e tudo, enquanto o inglês tem um clima mais hipster bonitinho lição de vida bem humorada. No americano os protagonistas são lindos e maravilhosos (Eric Bana grasinha S2), no inglês são gente normal. Eu gostei dos dois, mas acho que Questão de Tempo tratou melhor o assunto. As mudanças que o protagonista faz quando viaja no tempo são mais substanciais, tipo salvar uma peça de teatro que quase não foi vista como genial pelo público, e acho que foi possível por uma pequena diferença: a viagem de Tim manda a mente dele pro mesmo corpo que ele tinha no passado (ou seja, continua existindo só um Tim), enquanto Henry viaja fisicamente, o que cria a possibilidade de dois Henrys no mesmo momento.

Momento girlie: não costumo ter disso, mas uma cena do mocinho com o pai em Questão de Tempo me deu vontade de chorar. Me deu um super clima de "viva as pequenas coisas da vida, isso que importa" hahahaha É basicamente isso: Questão de Tempo fala sobre viver a vida, The Time Traveler's Wife fala sobre uma paixão enorme e um casalzinho bonito que tem que lidar com viagens inesperadas.

Não são filmes perfeitos, mas valem a descontração de uma Sessão da Tarde!




Garota Exemplar (Gone Girl)

Eu ouvi falar BASTANTE sobre esse filme desde que ele estreou ano passado, e tinha muita vontade de ver mas, por motivos que não vêm ao caso, só consegui agora. Pelo burburinho, eu já sabia que não era pra esperar o óbvio, que o filme ia me surpreender. E o pior (ou melhor, né haha) é que ele me surpreendeu de um jeito diferente do que eu esperava: já no começo do filme eu comecei a sacar coisas do tipo "ele tá sendo mostrado como muito culpado pra ser mesmo culpado" (espero que isso não seja spoiler hahaha) e saquei mais ou menos o que tava acontecendo. Parecia meio óbvio. Até que o filme me ensinou uma lição: não interessa o quê, interessa COMO as coisas acontecem. Cara... Que pessoa LOKA DAS DORGAS (agora eu to falando de outra personagem, tentando não dar detalhes do filme caso alguém não tenha visto)! A partir de um momento eu já tava falando "cara****" a cada 5 segundos. Acabei o filme tensa e achando a tal personagem extremamente assustadora, credo, que psicopata *xingamentos e expressões atônitas*, e por aí vai. Mas num sentido bom, porque o filme é muito bom!

Extra: tinham me falado que o final do filme é diferente do livro. Quando acabei de assistir não resisti, fui pro google saber qual o final do livro (porque eu tava muito indignada hahaha)... só que a diferença é MÍNIMA, quase irrelevante :S
Curti ver o bom e velho Ben Affleck que a geração anos 90 conhece, e Rosamund Pike é SEN-SA-CIO-NAL!
P.S.: As fotos promocionais do filme são totalmente enganadoras ¬¬

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

News!


AEAEAEAEAE

Vai ter assunto novo aqui no blog! \ o /

Bom, é o seguinte:

Desde que a internet chegou aqui em casa e fez-se a luz, eu tenho blog. Já tive vários simultâneos, já tive blogs pessoais (como tudo começou), já tive blog fã-clube de Epica (acabei de revelar meu passado negro, esqueçam que leram isso!), já tive blogs aleatórios pseudo-cult e por aí vai. Já estava abandonando essa moda quando me deu vontade de fazer um blog sobre livros.

Essa ideia surgiu quando li dois livros e queria muito comentar sobre eles com alguém, mas não conhecia ninguém que tivesse lido ou quisesse comentar. E a língua coçava, porque eu queria muito pontuar coisas específicas sobre esses livros. Então resolvi escrevê-las pra mim mesma e coloquei no blog, que na época era abandonado. Acabou que a ideia pegou, alguns amigos começaram a ler meus comentários, e eu resolvi manter a atividade. O nome "Vermelho Colorido" já estava aí, e eu não tinha nada contra ele - um milagre, já que eu sempre troquei de blogs porque enjoava do nome e não dava pra mudar o domínio hahahaha

Mas cansei. Esse blog fica muito tempo parado, porque depende do tamanho dos livros que eu leio, e do ritmo da leitura. Não vivo só disso, existem épocas em que o ritmo é lento - não acredito em falta de tempo total pra ler, já que existem muitas salas de espera nas nossas vidas -, então não consigo postar com muita frequência. Fica tudo abandonado, e eu queria muito dar mais atenção, seguir em frente por aqui. Acaba até sendo um exercício pra aprender a me expor :P

E já que meus comentários sobre livros surgem como se fossem um bate-papo mental sobre a história que acabei de ler, sem compromisso nem necessidade de ajudar a vender nada, não é tão difícil fazer isso com outras coisas, né?

E é assim que resolvi falar de filmes!

Nem sempre estou atualizada com filmes, nem sempre estou com vontade de assistir o filme mais pop do momento, nem sempre to afim de ficar falando sobre o que acabei de assistir. Então essa parte vai ser mais relaxada: vou falar do filme que me der vontade de falar (até porque assisto filmes muito aleatórios e com uma boa frequência), de uma forma mais resumida. Acho que vou colocar vários filmes num post só, exatamente por serem opiniões mais curtinhas. E prometo que vou me esforçar pra mostrar minhas reações sem spoilers!

Já já tem os filmes da semana, porque férias é férias :D

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Bidu - Caminhos


Finalmente li meu Biduzinho!!!!

Vocês já devem ter visto por aí sobre o projeto de graphic novels envolvendo personagens da Turma da Mônica, né? O mais legal disso, pra mim, é que cada edição tem um autor/equipe de quadrinistas brasileiros, que têm a chance de mostrar seu trabalho e imprimir seu próprio estilo à história (e até mesmo a escrever a própria história).

A primeira que eu li foi Turma da Mônica – Laços, dos irmãos Cafaggi, a coisa mais linda! Já falei sobre ela aqui no blog. Depois de ler essa, obviamente fiquei com vontade de ler outras, e foi aí que comprei a edição que estreou o projeto: Astronauta – Magnetar, do Danilo Beyruth, tão fantástica que vai ganhar continuação.

2014 foi um ano meio esquisito e tão cheio de coisas que eu meio que esqueci um pouco do projeto. Até sair Bidu – Caminhos, que me ganhou não só pelo personagem como pela capa divulgada como teaser (e mais legal ainda: autores mineiros uhuu).

Bidu conta a história de como ele e seu melhor amigo, o Franjinha, se encontraram – ou como o Bidu encontrou o Franjinha, já que ele é um cachorro hiper sabido e esperto, né?

Sem querer, acabei “comparando” um pouco com Laços (mais fazendo um paralelo do que decidindo qual é melhor porque, francamente, não sei): enquanto nesta o Floquinho, cachorrinho do Cebolinha, é responsável por unir a Turma – e acaba não sendo necessariamente o protagonista da história, mas uma ligação entre os vários –, em Caminhos Bidu é o protagonista, e tudo gira em torno dele. Temos a narração, que avisa que essa é a história de como os amigos se encontraram, mas o que mais interessa aqui é que estamos conhecendo o cachorrinho, acompanhando suas aventuras e vendo o quanto ele é esperto (que é o que significa o seu nome, Bidu).

Uma outra coisa que eu acho sensacional é que, tanto em Laços quanto em Caminhos, qualquer que seja o estilo dos desenhistas, os cachorrinhos (e os humanos também, claro) ganharam uma aparência tão realista (ao mesmo tempo que também fantástica e muito bonitinha hehehe) que a gente consegue acreditar que são reais. Gente, dá até pra identificar a raça, mesmo ele sendo azul hahahaha

Enfim, acho esse projeto, o Graphic MSP, muito fantástico! Não só como releitura pros antigos leitores dos gibis da Turma da Mônica, como também servindo pra atrair novos leitores de quadrinhos. Cá pra nós, algumas pessoas ainda estranham o fato de ter que ler imagens, extrair conteúdo e narração de desenhos, sem letras e balõezinhos. Essas edições do projeto são uma ótima oportunidade para aprenderem, com trabalhos de qualidade, personagens já conhecidos (e adorados), tudo muito bem feito! (e a forma de o Bidu conversar com seus amigos caninos é muito sensacional também)

Curiosidade: vocês sabiam que o Bidu foi o primeiro personagem criado pelo Maurício de Sousa? Eu não :P

Nome: Bidu - Caminhos
Autores: Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
Editora: Maurício de Sousa / Panini Comics
Páginas: 82
Nota no Skoob: 5/5

sábado, 10 de janeiro de 2015

J. R. R. Tolkien - O Senhor da Fantasia


Acabei de ler uma biografia pela primeira vez na vida! Uhu hahaahah

Confesso, esse tipo de livro nunca tinha me atraído antes. Até gosto de saber sobre a trajetória de algumas personalidades (quando um ator me chama atenção num filme, por exemplo, gosto de saber de onde ele veio), mas um resuminho da Wikipédia costumava servir.

Nesse caso, a curiosidade sobre um autor que admiro muito serviu de incentivo: Tolkien, claro!

Um dia, passeando por alguma livraria (não lembro mais qual), dei de cara com uma edição bonita com capa dura de J. R. R. Tolkien – O Senhor da Fantasia, da editora Darkside (que eu nunca tinha ouvido falar antes). Claro que não resisti, né?  É ver um livrinho qualquer com o nome do Tolkien ou do Gaiman que eu já quero levar comigo! Hahaha

Bom, não sei dizer se é uma boa biografia, porque, como já disse, não costumo ler essas coisas. Mas curti saber um pouco mais sobre Tolkien, conhecer o contexto, as situações, as influências, tudo que pode ter influenciado sua escrita ou não. Gostei de ver o lado ser humano com pontos fortes e fracos. Gostei de ver que uma obra grande como O Senhor dos Anéis não se escreve do dia pra noite (e é por isso que ninguém conseguiu nem vai conseguir tão cedo um feito comparável).  

Enfim, se você é fã do Tolkien ou minimamente curioso sobre como surgiu o livro mais lido do século XX (sociedades de literaturas por aí têm calafrios com isso), vale a pena a leitura!


Uma curiosidade: o livro original em inglês se chama Tolkien: a biography. Ao que parece, já foi traduzido e publicado no Brasil há algum tempo como Tolkien: uma biografia. Não sei por que a Darkside resolveu mudar o título, me soou meio sensacionalista. Mas isso é o de menos, o conteúdo é o mesmo. E a foto do velhinho acendendo o cachimbo, como está na capa, com aquela iluminação e aquele clima de hobbit fumando no Condado já é o suficiente pra fã nenhum conseguir resistir a ler hehehe

A edição é muito boa, de luxo. Capa dura, papel bom e fotos no interior, título na frente e no lado em relevo com letras douradas... Daqueles livros que a gente quer exibir na estante!

Nome: J. R. R. Tolkien - O Senhor da Fantasia
Autor: Michael White
Editora: Darkside
Páginas: 280
Nota no Skoob: 4/5