quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Destino de Júpiter




Eu ADORO space operas (sue me! :P ). Tava esperando pra ver esse filme há mais de um ano, de tanto que empolguei com o visual das fotos e teaser que foram divulgados aos poucos, anunciando a estreia. E gente, ainda não sei se posso bater um martelo dizendo que o filme é bom ou ruim, mas eu adorei! E já que empolgo tanto com o estilo, hoje exagerei e vou falar demais (mas sem spoilers!):

O negócio é: como outros filmes dos irmãos Wachowski, tem pontos fortes e fracos. E esses pontos também seguem o mesmo padrão de outros filmes deles (que eu vi): roteiro com buracos, corrido em algumas partes, mas um universo maravilhosamente rico, cheio de possibilidades.

Acho, inclusive, que o universo do filme deveria ser mais aproveitado e que permite diversas sequências e spin offs. O filme me pareceu um pouco corrido , e talvez ficasse melhor se fosse dividido, mas aproveitei mesmo assim. Foi muito rápido pra Jupiter Jones (Mila Kunis) descobrir, se espantar e aceitar tudo naturalmente, sabe? Acho que faltou uma fase de negação, de “não é possível que isso seja de verdade”.

Depois dessa parte, a história “sai da Terra”, apresentando outros planetas, outros personagens e explicando o contexto de tudo que está acontecendo. E é aí que vira um terreno fértil pra milhares de outras histórias. Há um UNIVERSO inteiro por aí (sim, essa é a palavra que melhor descreve), e a humanidade é maior do que imagina.

Só que muito provavelmente, todo esse universo cheio de possibilidades não vai ser explorado. A história foi um pouco bagunçada, algumas coisas ficaram sem respostas, e por aí vai.

Mas falemos do que pode ser aproveitado:

Filosofando...

Como em Matrix, rola uma discussão política e filosófica aqui, mesmo que ela esteja um pouco escondida por trás das cenas de ação.

Basicamente, em O Destino de Júpiter, a Terra é uma fazenda, e os terráqueos são o gado. Existem interesses puramente comerciais por trás de toda a disputa da história, existe uma pirâmide social claramente injusta e abusiva, e briga de nobres onde todos que estão em ‘cargos inferiores’ pagam o pato.

A burocracia existe em todos os cantos do universo. E como sempre, uma coisa chata, que dá mais trabalho do que deveria, que irrita, que tem cara de má vontade, que não anda. E o filme ainda mostra isso em cenas cômicas, bem no estilo “rir pra não chorar”.

Existem diversos tipos de exploradores (nos vários sentidos da palavra), e cada um tem sua motivação. Existem diversas consequências - ou não -, também. Muita gente pode ser punida sem merecer, e muita gente pode escapar ileso por causa de um sobrenome. 

E mais um monte de outras coisas que podem quase passar despercebidas, mas que estão lá:

Visual

Gente, visualmente eu achei o filme LINDO. É tudo extremamente colorido, mas sem o exagero de um Speed Racer. Muito fundo azul (do céu), muito dourado (da realeza, mas também dos planetas). E é legal ver o contraste dos cenários: a Terra é exatamente o que já conhecemos, com prédios de concreto, casas, ruas e por aí vai. Um outro planeta é verde, com construções que parecem saídas de um conto de fadas. Uma nave espacial parece um castelo dourado cheio de detalhes requintados. Uma outra construção, escondida em júpiter é dourada e rica, mas lembra também fábricas e refinarias. E por aí vai. (aliás, as naves são fantásticas! não sei se seriam funcionais, mas bonitas elas são hehehe)

Mas o mais legal foi a burocracia: ela é steampunk, gente! Hahahaha Perfeito: mesmo com toda a tecnologia de uma civilização avançadíssima, ela é emperrada, uma máquina sem óleo, enferrujada, que quase não funciona. Genial.

Resumindo:
  1. Eu realmente queria ver o filme de novo, pra prestar mais atenção nesses detalhes escondidos, nos símbolos por trás da história. Eles contam mais do que o enredo em si. 
  2. Obviamente invejei Jupiter Jones, porque eu também queria um Channing Tatum patinando no ar me resgatando hahaha 
  3. A história mesmo é quase um conto de fadas sobre como Jupiter tem uma vida extremamente sem graça lavando privadas, mas que é interrompida por um monte de percalços, que transformam tudo completamente, terminando em realeza e romance.
  4. O final dá muito “pano pra manga”: a Terra, como é dito, inesperadamente ganha a possibilidade de um futuro imprevisível, sendo dona de si mesma. O que pode ser promissor ou não. O destino dirá :P
  5. O elenco tem, além da Mila Kunis e do Channing Tatum, Sean Bean, Eddie Redmayne (esse cara tá com tudo, hein?) e mais um monte de gente legal. Curti!
  6. Não assisti muitas coisas da Mila Kunis, mas curti a cara e o jeito dela de moça normal e espontânea, de gente como a gente. Ajuda a gente a acreditar mais na personagem!
  7. Eu ia achar muito legal ver mais coisas sobre esse universo criado pelos Wachowski. Acho que precisa ser mais explorado!
  8. Edit - outra coisa legal é que deram um jeito de tudo isso parecer totalmente "possível": a civilização e as regras "lá de fora" não negam o mundo que conhecemos, nosso dia a dia e por aí vai. Juntando isso com o que falei aí da Mila Kunis, dá perfeitamente pra imaginar  que poderia estar acontecendo com alguma mocinha em algum lugar do mundo... (entrem na brincadeira, gente! hahaha)

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