quinta-feira, 31 de março de 2016

Excalibur


Com um pouco de correria, acabei de ler o último volume da trilogia As Crônicas de Artur. A sensação é bem essa de fim mesmo. Já comecei a leitura com clima de despedida, de finalização. Ao contrário de outras trilogias, onde o terceiro volume costuma ser o que cria mais expectativas, já que promete a resolução de vários mistérios e pendências, aqui a gente começa a leitura com medo de acabar, pois o mais importante não é como as coisas se resolvem, mas o fato de que a história de Artur está terminando.

Durante os três livros, acompanhamos Derfel narrando a história do amigo para a Rainha Igraine, enquanto escreve para que ela possa ter registro dos verdadeiros fatos (ainda que ela queira alterar uma coisinha ou outra, pra tudo ficar mais bonito e mais emocionante). No terceiro livro, sabemos que Derfel já está acabando, e dá vontade de pedir que ele conte mais, não pare por aí.

Sem spoilers, preciso dizer que acho que o arco não poderia ter um final melhor. A história de Artur não acaba simplesmente, ela meio que evapora e deixa espaço pra que a gente imagine. O que não deixa de ser verdade: se até hoje nos perguntamos se Artur existiu mesmo, se foi como nas histórias que ouvimos, é porque a história tá mais viva e em curso do que nunca. Também é uma forma de evitar final clichê, com excesso de heroísmo e romantismo e sei lá o que mais. Ao mesmo tempo, Bernard Cornwell mantém as partes icônicas do mito, não decepcionando quem já era fã da história de Artur, independente da versão que ouviu.

Enfim, o livro acabou e Artur partiu. Fica a sensação de despedida, mas também a sensação de “será que nos veremos mais uma vez?” que Cornwell deixa. Gostei muito mais assim!


(e como já disse, pra mim a história verdadeira agora é a desse livro hehe)

E que venham as leituras de TCC agora! :S

Nome: Excalibur
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 532
Editora: Record
Nota no Skoob: 5/5

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