quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Senhor dos Anéis


Depois de muitos anos, resolvi reler O Senhor dos Aneis.

Essa não foi a primeira releitura que fiz da trilogia. Antes da pausa de muitos anos eu já havia lido e relido algumas vezes. Mas posso dizer que, talvez por conta dessa pausa, foi bem diferente agora. Não só relembrar coisas que eu já tinha esquecido – até porque vejo os filmes pelo menos uma vez por ano, e acaba que muita coisa deles ficou mais na memória do que dos livros –, mas também receber informações com outra cabeça. Acho que se pegar os livros pra reler com 70 anos vou acabar lendo tudo com ainda mais diferenças. Talvez seja assim com qualquer livro.

O negócio é que muita coisa que antes eu achava de leitura pesada, que eu demorava pra avançar, dessa vez foi fácil. Uma das partes que mais me entreteu no 1º livro dessa vez foi justamente o capítulo do Tom Bombadil, que antes me dava nervoso antes mesmo de começar.

Também me assustei com algumas passagens que atualmente ficariam mais polêmicas, considerando que estão aumentando as discussões e atenções em cima de temas como feminismo, política, homossexualidade e por aí vai. Talvez ninguém nunca tenha dado atenção antes, mas nessa leitura eu fiquei indignada com uma fala do Aragorn pra Eowyn. POIS É, do Aragorn, o mocinho.

E a Éowyn, então, ficou ainda mais fantástica dessa vez. Assim como o Gandalf e o Faramir. E mesmo o Aragorn, ficou mais solene e majestoso. É óbvio, mas mesmo assim dá vontade de ficar repetindo como o livro parece diferente e ainda mais empolgante depois de muito tempo de lado.

Ao final, senti como se eu fosse o Sam. Nunca tive isso nas outras leituras: ficar ali, parada no porto, acenando e observando aquele mundo incrível ir embora pra um outro plano enquanto eu retorno ao mundo real. Linda releitura!

(Confesso, relutei muito em incluir essa leitura aqui no blog. Não só por ser releitura, mas porque é um daqueles livros que a gente põe no topo da lista de preferidos sem necessariamente saber explicar o motivo. Não é porque Tolkien era o cara, não é porque é enorme e complexo e tem mundos e línguas próprias, não é por ter anos e gerações de fãs, etc etc. É porque é um livro que mexe lá no fundo. E a cada leitura, mais coisas são remexidas, e mais coisas são mostradas e descobertas. Por isso nem entrei em detalhes, só preferi comentar sobre como foi bom reler depois de um bom tempo sem tocar nos livros :D )

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